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Dicas de Iluminação para Quadra Poliesportiva

Uma quadra, três modalidades e três exigências diferentes de luz. Como resolver o conflito entre futsal, vôlei e basquete no mesmo piso.

08/07/2024·4 min de leitura·884 palavras·Por Revlo

A quadra poliesportiva tem um problema que a quadra de modalidade única não tem: ela precisa atender três jogos diferentes com uma instalação só. Futsal, vôlei e basquete acontecem no mesmo piso, mas exigem coisas distintas da iluminação — e a diferença não está no nível de lux, está na direção do olhar.

Torre de iluminação Revlo RV 2400 com o mastro erguido e os quatro refletores de LED acesos dentro de um galpão industrial
Em quadra coberta, o ponto de luz disputa espaço com a estrutura do telhado. A altura livre passa a ser o primeiro limite do projeto.

O problema específico da quadra poliesportiva

A quadra poliesportiva padrão mede 30 × 15 m, dimensão do futsal e do handebol. Dentro dela cabem a quadra de basquete (28 × 15 m) e a de vôlei (18 × 9 m), com as marcações sobrepostas no mesmo piso.

Um único projeto de iluminação precisa servir aos três. E o erro clássico é dimensionar pela modalidade mais praticada, descobrindo depois que ela não era a mais exigente.

Cada modalidade olha para um lugar diferente

ModalidadeOnde a bola ficaO que isso exige
FutsalPredominantemente rasteira, no pisoIluminância no plano horizontal e ausência de sombra dura no piso
BasqueteMeia altura e no aro, a 3,05 mLuz no plano vertical junto à tabela, sem refletir no vidro nem ofuscar quem arremessa
VôleiAlta, acima da cabeçaNenhuma luminária no campo de visão de quem levanta a cabeça — é a modalidade mais sensível a ofuscamento

O vôlei é quem manda no projeto. Um jogador de vôlei passa boa parte da partida com os olhos acima da linha do horizonte, procurando a bola contra o teto ou contra o céu. Uma luminária mal posicionada some com a bola nesse instante — e nenhum aumento de potência corrige isso.

Dimensione pela mais exigente

A regra é simples e economiza retrabalho: use o maior valor de lux entre as modalidades previstas e a posição de luminária mais restritiva. Para uso recreativo e de treino, 200 lux com uniformidade mínima de 0,50 atende bem o conjunto; para competição de clube, o patamar sobe para 500 lux.

Sobre posição, a regra que resolve os três jogos ao mesmo tempo: luminárias nas laterais, fora da projeção da quadra, e nunca sobre o eixo longitudinal. Luz vinda de cima do meio da quadra é exatamente onde o jogador de vôlei procura a bola.

O método de cálculo completo, com a fórmula, está em cálculo de iluminação de quadras esportivas.

Altura livre: o limite que o teto impõe

Em quadra coberta, a altura da luminária não é uma escolha livre — é o que sobra depois da estrutura do telhado. E isso cria dois problemas encadeados:

  • Pé-direito baixo força ângulo raso. Quanto mais baixa a luminária, maior o ângulo entre o facho e o olho do jogador, e maior o ofuscamento.
  • Tesoura e terça criam sombra. A estrutura entre a luminária e a quadra projeta sombra que se move conforme o jogador anda. Distribuir mais pontos de luz atenua; concentrar potência piora.

Se o pé-direito é baixo, a saída é mais pontos de luz de menor potência, nas laterais, em vez de poucos potentes no centro.

Marcação sobreposta e contraste

Três jogos no mesmo piso significam três conjuntos de linhas em cores diferentes. Para que o jogador distinga a linha certa em velocidade, a iluminação precisa preservar contraste de cor:

  • IRC de 70 ou mais. Abaixo disso as cores das marcações se aproximam e a leitura fica lenta.
  • Temperatura de cor entre 4.000 K e 5.700 K. Luz muito amarela achata a diferença entre as linhas; muito azulada cansa a vista em sessão longa.
  • Uniformidade. Linha que atravessa uma zona escura desaparece justamente onde o jogador precisa dela.

Coberta ou descoberta muda tudo

Quadra cobertaQuadra descoberta
Altura do ponto de luzLimitada pelo pé-direitoLivre — use poste alto
Fundo de cenaTelhado: a bola alta some contra a estruturaCéu escuro: contraste melhor
Sujeira na lentePoeira, limpeza espaçadaChuva ajuda, mas exige IP65
Luz invadindo o entornoContida pelo telhadoPrecisa de mira para baixo
Grau de proteçãoIP20 pode bastarIP65 no mínimo

Para quadra descoberta em condomínio ou área residencial, o fator decisivo costuma nem ser técnico — está em iluminação para quadras em condomínios.

E se a quadra for temporária, montada para um torneio ou em local sem rede elétrica, a torre de iluminação móvel resolve sem obra: 2.400 W em quatro refletores, mastro de 4 m e 160 kg, reposicionável por duas pessoas.

Perguntas frequentes

Quantos lux para uma quadra poliesportiva?

200 lux para treino e recreação, com uniformidade mínima de 0,50. Para competição de clube, 500 lux com uniformidade de 0,70.

Onde posicionar as luminárias?

Nas laterais, fora da projeção da quadra, nunca sobre o eixo longitudinal. É a posição que atende futsal, basquete e vôlei ao mesmo tempo, porque tira a luminária do campo de visão de quem olha para cima.

Qual modalidade deve mandar no projeto?

O vôlei, por ser a mais sensível a ofuscamento, e a que tiver o maior requisito de lux entre as previstas.

Quantos refletores em uma quadra de 30 × 15 m?

Para 200 lux com escape, o cálculo dá cerca de 323.000 lúmens totais — algo como doze refletores de 200 W ou oito de 300 W, distribuídos nas laterais.

Equipamento

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