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Balança rodoviária: tipos, tamanho, capacidade e o que o Inmetro exige

Os quatro tipos de balança rodoviária (sobre piso, embutida, dinâmica e móvel), como dimensionar comprimento e capacidade, o que o Inmetro exige e quando cada uma compensa.

28/09/2026·8 min de leitura·1.564 palavras·Por Revlo

Balança rodoviária é a balança que pesa caminhões: uma plataforma apoiada em células de carga, ligada a um indicador que mostra o peso total ou o peso de cada eixo. Há quatro tipos, e a escolha depende de três perguntas: quantos caminhões passam por dia, para que serve o número (nota fiscal ou conferência) e se o caminhão vem até a balança ou a balança precisa ir até ele.

Este guia compara os tipos, mostra como dimensionar comprimento e capacidade e explica o que o Inmetro exige de cada uso. A física da pesagem (célula de carga, pesagem estática e dinâmica, erros de leitura) está em como funciona a pesagem de caminhões.

Caminhão Revlo de carroceria vermelha com a roda traseira sobre as plataformas laranja da balança móvel, numa rua asfaltada, com a maleta do display aberta em primeiro plano
Balança móvel em operação na via: duas plataformas no chão e o display na maleta, sem obra civil.

O que é uma balança rodoviária

Toda balança rodoviária tem as mesmas três partes:

  • A plataforma, onde o caminhão sobe. Pode ser de concreto, de aço ou mista.
  • As células de carga, embaixo da plataforma. Cada uma converte a deformação causada pelo peso em sinal elétrico.
  • O indicador, que soma os sinais e mostra o peso. Nas balanças de pátio, costuma estar ligado a um software que emite o ticket de pesagem.

O que muda de um tipo para outro é onde a plataforma fica em relação ao piso, se o caminhão para ou passa andando e se ele é pesado inteiro de uma vez ou eixo por eixo.

Os quatro tipos

Diagrama em corte dos quatro tipos de balança rodoviária: fixa sobre o piso com rampas, fixa embutida sobre fosso, dinâmica com sensores no pavimento e móvel de eixo com plataforma de 22 mm apoiada no piso
O tipo define a obra civil, o espaço de manobra e se a balança pode mudar de lugar.
TipoInstalaçãoComo pesaUso típico
Sobre o pisoAcima do chão, com rampasVeículo inteiro, paradoPátio de indústria, pedreira
EmbutidaRente ao piso, sobre fossoVeículo inteiro, paradoPortaria com pouco espaço
DinâmicaSensores no pavimentoEm movimentoTriagem de peso na rodovia
Móvel de eixoPlataformas no piso, uma por rodaEixo por eixoConferência sem balança fixa

Concreto ou aço. Nas fixas, a plataforma pode ser de concreto, metálica ou mista, e é calculada como tabuleiro de ponte, pela norma ABNT NBR 7188 de carga móvel rodoviária. A metálica é modular e sai da fábrica pronta para montar. A de concreto recebe a laje no local.

A dinâmica é outro instrumento. A balança que pesa o caminhão andando não segue o mesmo regulamento das balanças em que ele para. No Inmetro, ela é um "instrumento de pesagem automático de veículos rodoviários em movimento", com regras próprias nas Portarias nº 19/2022 e nº 631/2023, como lista o Ipem-SP. É o tipo que concessionárias e órgãos de trânsito usam na rodovia, e raramente faz sentido para uma empresa.

Comprimento e capacidade

Balança fixa se compra uma vez e fica anos no mesmo lugar. Errar o tamanho significa conviver com o erro. A conta parte do maior veículo que vai passar por ela.

Comprimento. A plataforma precisa receber todos os eixos do maior caminhão ao mesmo tempo. A Resolução CONTRAN nº 882/2021 dá os limites de comprimento total:

  • 14 m para veículo não articulado (toco, truck);
  • 19,30 m para cavalo mecânico com semirreboque;
  • 19,80 m para combinações com reboque ou com mais de duas unidades;
  • até 30 m para combinações que circulam com Autorização Especial de Trânsito (AET), como rodotrem.

O comprimento total inclui os balanços da frente e de trás, então a distância entre o primeiro e o último eixo é menor que esses números. Mesmo assim, se a portaria recebe rodotrem, a plataforma dimensionada para carreta simples não serve. Confirme com o fabricante a distância entre eixos da sua frota, e não só o comprimento de catálogo.

Capacidade. Precisa ficar acima do maior peso bruto total combinado (PBTC) que vai passar, com folga. Pela mesma resolução, combinações com mais de duas unidades e PBTC acima de 57 t só circulam com AET. Se a portaria recebe essas composições longas, a balança precisa de capacidade bem acima de 57 t, e por isso 80 t ou mais é o comum nesses pátios. Os limites de cada configuração estão no guia da Lei da Balança.

O que o Inmetro exige

A regra depende de para que serve o número, e não do tipo de balança. A Portaria Inmetro nº 157/2022, que regula as balanças em que o veículo para, se aplica quando o peso é usado para, entre outros casos:

  • transações comerciais, como compra de grão, sucata ou agregado por tonelada;
  • cálculo de pedágio, tarifa, imposto ou multa;
  • aplicação de lei ou regulamento, e perícias.

Nesses usos, a balança precisa ser de modelo aprovado pelo Inmetro e passar por verificação periódica do Ipem do estado. Segundo o Ipem-PR, a validade da verificação expira no fim do ano civil em que a balança foi verificada pela última vez. Ela também cai antes disso se o lacre for rompido ou se a balança for modificada.

A consequência prática: a balança que fecha a nota fiscal é uma, e a balança que confere o caminhão antes da saída pode ser outra. A conferência interna que não define preço nem documento fica fora dessas finalidades. Na dúvida sobre um uso específico, a resposta certa é a do Ipem do seu estado.

Fixa ou móvel

As duas não competem pelo mesmo trabalho. A tabela ponto a ponto está em fixa ou móvel. Em resumo:

  • A fixa compensa quando os caminhões vêm sempre ao mesmo lugar, em fluxo alto, e o peso vira nota ou pagamento. Ela pesa o veículo inteiro de uma vez e fica anos no mesmo ponto.
  • A móvel compensa quando o caminhão está espalhado (frente de lavra, lavoura, canteiro, pátio de terceiro), quando a operação dura meses e não anos, ou quando o que importa é saber qual eixo passou do limite antes de a carga sair.
Close em ângulo baixo das rodas traseiras de um caminhão, cada uma sobre uma plataforma da balança móvel Revlo, com as rampas laranja encaixadas no asfalto
Na balança móvel, cada roda do eixo sobe em uma plataforma. A leitura sai por roda, por eixo e pelo total do veículo.

A balança rodoviária móvel da Revlo pesa até 200 t, tem plataforma de 22 mm de altura e 28 kg de peso, fala sem fio com o display a até 20 m e guarda até 1.000 registros com data, hora e identificação. Monta em menos de 5 minutos e pesa um veículo em menos de 2. Se a dúvida é entre alugar e comprar, a conta está em vale a pena alugar uma balança móvel.

O que entra no custo

O preço de catálogo de uma balança fixa é só parte da conta. Antes de comparar orçamentos, confira se cada um inclui:

  1. A obra civil. Base de concreto e rampas na sobre piso. Fosso, drenagem e acesso para limpeza na embutida. Depende do terreno, e muitas vezes é contratada à parte.
  2. O prazo. A obra e a montagem param o pátio. Na embutida, o fosso ainda precisa de limpeza periódica, porque água e sujeira acumuladas prejudicam a leitura.
  3. Indicador, software e impressora de ticket. Alguns orçamentos cotam só a plataforma.
  4. A verificação do Ipem, todo ano, se a balança for usada para fins comerciais.
  5. A manutenção por oficina autorizada, necessária quando o lacre é rompido para qualquer reparo.

A balança móvel troca a maior parte desses itens pelo custo do equipamento ou da locação, sem obra e sem prazo de instalação.

Quando a balança móvel não é a resposta

  • Se o peso fecha a nota ou o pagamento. Compra de grão por tonelada, venda de agregado, recebimento de sucata. Aí a balança precisa atender ao regulamento do Inmetro para aquele uso, e o normal é uma balança fixa verificada pelo Ipem.
  • Se centenas de caminhões passam pela mesma portaria todo dia. A fixa pesa o veículo inteiro de uma vez e se paga pelo tempo que economiza em cada pesagem.
  • Se o objetivo é fiscalizar em rodovia sem parar o fluxo. Isso é trabalho de balança dinâmica integrada ao pavimento, com regulamento próprio do Inmetro.

Perguntas frequentes

Quais são os tipos de balança rodoviária?

São quatro: fixa sobre o piso (com rampa), fixa embutida ou semi-embutida (rente ao piso), dinâmica (sensores no pavimento que pesam o caminhão andando) e móvel de eixo (plataformas portáteis apoiadas no piso, uma por roda).

Qual o tamanho de uma balança rodoviária?

O tamanho certo é o que recebe todos os eixos do maior caminhão da operação. Pela Resolução CONTRAN 882/2021, as combinações vão de 19,30 m (carreta) a 19,80 m sem AET e chegam a 30 m com AET.

Balança rodoviária precisa ser aprovada pelo Inmetro?

Precisa, quando o peso é usado em transação comercial, cálculo de tarifa ou multa ou aplicação de lei, pela Portaria Inmetro 157/2022. Nesses casos, a balança precisa ser de modelo aprovado e ter a verificação do Ipem em dia. A verificação vale até o fim do ano civil em que foi feita.

Qual a capacidade de uma balança rodoviária?

A capacidade precisa ficar acima do maior PBTC que vai passar. Combinações com mais de duas unidades e PBTC acima de 57 t só circulam com AET, e a portaria que recebe essas composições precisa de balança bem acima disso, em geral de 80 t ou mais.

A balança móvel substitui a fixa?

Não no mesmo trabalho. A fixa atende portaria de fluxo alto e pesagem comercial. A móvel atende conferência em campo, onde não existe balança fixa, e mostra o peso de cada eixo antes de o caminhão sair.

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Precisa pesar caminhão fora da balança fixa?

A balança rodoviária móvel da Revlo pesa eixo por eixo onde o caminhão estiver, pátio, mina, lavoura ou fiscalização em via, sem obra civil.

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