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Torre de Iluminação Atlas Copco QLT M20: Preço e Alternativas

Ficha técnica da Atlas Copco QLT M20: mastro de 9,5 m, 440.000 lúmens, 70 h com 104 litros. O que ela entrega, o que ela custa em peça e o comparativo nacional.

22/10/2024·5 min de leitura·943 palavras·Por Revlo

A Atlas Copco QLT M20 é uma das torres importadas mais conhecidas no Brasil, e por um bom motivo: é um equipamento de porte superior à média nacional. Este artigo traz a ficha técnica real, o que cada número significa em campo e onde está o custo que não aparece no orçamento inicial.

Torre de iluminação iluminando frente de lavra à noite, com escavadeira e caminhões fora de estrada
Mastro alto é o que separa uma torre de porte industrial de uma torre de canteiro urbano — e é exatamente onde a QLT M20 se destaca.

Ficha técnica da QLT M20

ItemAtlas Copco QLT M20
Refletores4 projetores de alumínio com lâmpadas de 1.000 W
Fonte de luzHaleto metálico
Fluxo luminoso total440.000 lm
Altura do mastroCerca de 9,5 m
MotorYanmar, arrefecido a água
Tanque104 litros
AutonomiaAté 70 h

É uma ficha forte. Mastro de 9,5 m e 70 horas de autonomia colocam a QLT M20 acima de praticamente qualquer torre de canteiro — ela foi projetada para mineração e obra de grande porte, não para obra urbana.

O que esses números significam em campo

Mastro de 9,5 m. É o número mais relevante da ficha. Altura é o que define uniformidade: quanto mais alto o ponto de luz, menor o ângulo entre o facho e o olho de quem trabalha, e menor a sombra atrás de cada obstáculo.

440.000 lúmens. Fluxo bruto de nível industrial. Vale lembrar que lúmen instalado não é lux no chão — a distribuição depende de altura, ângulo e do estado das lentes.

104 litros e 70 horas. Autonomia de vários turnos sem reabastecer, o que importa muito em frente de lavra distante do posto de abastecimento. Em contrapartida, são 104 litros de diesel a transportar e a guardar.

Haleto metálico. Aqui está a limitação. A lâmpada leva minutos para atingir luz plena, não reacende enquanto está quente, perde fluxo de forma acentuada ao longo da vida e é um item de consumo que se troca.

O que a Atlas Copco vende hoje

A Atlas Copco é sueca, com sede em Nacka, e a linha de torres pertence à divisão de energia portátil — a mesma que responde pela marca Chicago Pneumatic, do mesmo grupo. A linha atual da marca migrou para a família HiLight, com versões em LED.

Isso significa que a QLT M20 é uma geração anterior. Quem a encontra hoje, encontra em frota de locadora ou no mercado de usados — o que muda a natureza da decisão de compra.

O custo que não aparece no orçamento

  • Quatro lâmpadas de haleto metálico de 1.000 W são compra recorrente, com preço acompanhando o câmbio.
  • Reator por refletor. Componente que falha e que não se encontra em loja de material elétrico comum.
  • Peça do motor Yanmar e do sistema de arrefecimento. Motor refrigerado a água tem mais itens de manutenção que um refrigerado a ar: bomba d'água, radiador, mangueiras, válvula termostática.
  • Cabo de aço e roldanas de um mastro de 9,5 m. Mastro alto trabalha com mais seções e mais desgaste.
  • 104 litros de diesel por enchimento, mais o custo de levar combustível até a frente.

Comparativo: QLT M20 × linha Revlo

CritérioAtlas Copco QLT M20Revlo RV 4800
Potência instalada4.000 W (4 × 1.000 W)4.800 W (8 × 600 W)
Fonte de luzHaleto metálicoLED
Número de pontos de luz48 — menos sombra dura
Altura do mastro9,5 m6 m
AutonomiaAté 70 h, tanque de 104 LTanque de 12 L
Tempo até luz plena3 a 15 minInstantâneo
Reacendimento a quentePrecisa esfriarImediato
Lâmpada consumívelSim, 4 por trocaNão
Peça de reposiçãoImportadaNacional, do próprio fabricante
Área coberta declaradaConforme configuraçãoAté 4.200 m²

Sendo direto sobre o placar: a QLT M20 ganha em mastro e em autonomia, e ganha com folga. São 3,5 metros a mais de altura e um tanque quase nove vezes maior. Se a sua operação é lavra em ciclo contínuo com abastecimento difícil, esses dois números pesam mais que qualquer outro argumento.

A linha nacional ganha em fonte de luz, em número de pontos de luz e na cadeia de peça. E se a exigência for mastro alto com equipamento novo e suporte nacional, a comparação correta é com a RV 7000 — 7.000 W, 11,5 kVA, mastro de 7,5 m e tanque de 100 litros —, não com a RV 4800.

Quando a QLT M20 é a escolha certa

  • Frota já padronizada em Atlas Copco, com estoque de lâmpada e reator montado.
  • Operação onde 70 h de autonomia é requisito, e não conforto.
  • Exigência de mastro acima de 9 m por projeto luminotécnico.

Fora disso, a pergunta prática é quantas vezes por ano a torre parou esperando lâmpada ou reator, e quanto custou cada uma dessas paradas.

Perguntas frequentes

Qual a altura do mastro da QLT M20?

Cerca de 9,5 metros — bem acima da média das torres de canteiro, que trabalham entre 4 m e 7,5 m.

Quantos lúmens tem a QLT M20?

440.000 lúmens no total, com quatro lâmpadas de haleto metálico de 1.000 W.

Qual a autonomia da QLT M20?

Até 70 horas, com tanque de 104 litros.

A QLT M20 ainda é fabricada?

A linha atual da Atlas Copco migrou para a família HiLight, com versões LED. A QLT M20 é encontrada hoje principalmente em frota de locação e no mercado de usados.

Qual o preço de uma Atlas Copco QLT M20?

Não há tabela pública estável — varia com câmbio, ano, horímetro e estado de conservação. Ao avaliar uma usada, cote antes lâmpada, reator e cabo de aço: é essa cotação que revela o custo real.

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