A Atlas Copco QLT M20 é uma das torres importadas mais conhecidas no Brasil, e por um bom motivo: é um equipamento de porte superior à média nacional. Este artigo traz a ficha técnica real, o que cada número significa em campo e onde está o custo que não aparece no orçamento inicial.
Ficha técnica da QLT M20
| Item | Atlas Copco QLT M20 |
|---|---|
| Refletores | 4 projetores de alumínio com lâmpadas de 1.000 W |
| Fonte de luz | Haleto metálico |
| Fluxo luminoso total | 440.000 lm |
| Altura do mastro | Cerca de 9,5 m |
| Motor | Yanmar, arrefecido a água |
| Tanque | 104 litros |
| Autonomia | Até 70 h |
É uma ficha forte. Mastro de 9,5 m e 70 horas de autonomia colocam a QLT M20 acima de praticamente qualquer torre de canteiro — ela foi projetada para mineração e obra de grande porte, não para obra urbana.
O que esses números significam em campo
Mastro de 9,5 m. É o número mais relevante da ficha. Altura é o que define uniformidade: quanto mais alto o ponto de luz, menor o ângulo entre o facho e o olho de quem trabalha, e menor a sombra atrás de cada obstáculo.
440.000 lúmens. Fluxo bruto de nível industrial. Vale lembrar que lúmen instalado não é lux no chão — a distribuição depende de altura, ângulo e do estado das lentes.
104 litros e 70 horas. Autonomia de vários turnos sem reabastecer, o que importa muito em frente de lavra distante do posto de abastecimento. Em contrapartida, são 104 litros de diesel a transportar e a guardar.
Haleto metálico. Aqui está a limitação. A lâmpada leva minutos para atingir luz plena, não reacende enquanto está quente, perde fluxo de forma acentuada ao longo da vida e é um item de consumo que se troca.
O que a Atlas Copco vende hoje
A Atlas Copco é sueca, com sede em Nacka, e a linha de torres pertence à divisão de energia portátil — a mesma que responde pela marca Chicago Pneumatic, do mesmo grupo. A linha atual da marca migrou para a família HiLight, com versões em LED.
Isso significa que a QLT M20 é uma geração anterior. Quem a encontra hoje, encontra em frota de locadora ou no mercado de usados — o que muda a natureza da decisão de compra.
O custo que não aparece no orçamento
- Quatro lâmpadas de haleto metálico de 1.000 W são compra recorrente, com preço acompanhando o câmbio.
- Reator por refletor. Componente que falha e que não se encontra em loja de material elétrico comum.
- Peça do motor Yanmar e do sistema de arrefecimento. Motor refrigerado a água tem mais itens de manutenção que um refrigerado a ar: bomba d'água, radiador, mangueiras, válvula termostática.
- Cabo de aço e roldanas de um mastro de 9,5 m. Mastro alto trabalha com mais seções e mais desgaste.
- 104 litros de diesel por enchimento, mais o custo de levar combustível até a frente.
Comparativo: QLT M20 × linha Revlo
| Critério | Atlas Copco QLT M20 | Revlo RV 4800 |
|---|---|---|
| Potência instalada | 4.000 W (4 × 1.000 W) | 4.800 W (8 × 600 W) |
| Fonte de luz | Haleto metálico | LED |
| Número de pontos de luz | 4 | 8 — menos sombra dura |
| Altura do mastro | 9,5 m | 6 m |
| Autonomia | Até 70 h, tanque de 104 L | Tanque de 12 L |
| Tempo até luz plena | 3 a 15 min | Instantâneo |
| Reacendimento a quente | Precisa esfriar | Imediato |
| Lâmpada consumível | Sim, 4 por troca | Não |
| Peça de reposição | Importada | Nacional, do próprio fabricante |
| Área coberta declarada | Conforme configuração | Até 4.200 m² |
Sendo direto sobre o placar: a QLT M20 ganha em mastro e em autonomia, e ganha com folga. São 3,5 metros a mais de altura e um tanque quase nove vezes maior. Se a sua operação é lavra em ciclo contínuo com abastecimento difícil, esses dois números pesam mais que qualquer outro argumento.
A linha nacional ganha em fonte de luz, em número de pontos de luz e na cadeia de peça. E se a exigência for mastro alto com equipamento novo e suporte nacional, a comparação correta é com a RV 7000 — 7.000 W, 11,5 kVA, mastro de 7,5 m e tanque de 100 litros —, não com a RV 4800.
Quando a QLT M20 é a escolha certa
- Frota já padronizada em Atlas Copco, com estoque de lâmpada e reator montado.
- Operação onde 70 h de autonomia é requisito, e não conforto.
- Exigência de mastro acima de 9 m por projeto luminotécnico.
Fora disso, a pergunta prática é quantas vezes por ano a torre parou esperando lâmpada ou reator, e quanto custou cada uma dessas paradas.
Perguntas frequentes
Qual a altura do mastro da QLT M20?
Cerca de 9,5 metros — bem acima da média das torres de canteiro, que trabalham entre 4 m e 7,5 m.
Quantos lúmens tem a QLT M20?
440.000 lúmens no total, com quatro lâmpadas de haleto metálico de 1.000 W.
Qual a autonomia da QLT M20?
Até 70 horas, com tanque de 104 litros.
A QLT M20 ainda é fabricada?
A linha atual da Atlas Copco migrou para a família HiLight, com versões LED. A QLT M20 é encontrada hoje principalmente em frota de locação e no mercado de usados.
Qual o preço de uma Atlas Copco QLT M20?
Não há tabela pública estável — varia com câmbio, ano, horímetro e estado de conservação. Ao avaliar uma usada, cote antes lâmpada, reator e cabo de aço: é essa cotação que revela o custo real.
Precisa iluminar uma frente de trabalho?
A Revlo fabrica torres de iluminação a diesel com gerador embutido e quatro refletores no mastro — de 2.500 a 4.200 m² por torre. Venda direta da fábrica ou locação.
