A lombada eletrônica é um medidor de velocidade com um display que mostra ao motorista, em números grandes, a velocidade em que ele está chegando. Existem dois tipos com aparência quase igual: o que multa, operado pelo órgão de trânsito e cheio de exigências legais, e o educativo, que só mostra a velocidade e pode ser instalado por qualquer condomínio, empresa ou obra.
Quem passou por uma e quer saber se vai receber multa precisa descobrir qual das duas era. Quem pensa em instalar uma precisa saber qual das duas pode ter. Este artigo responde às duas perguntas.
Como a lombada eletrônica mede a velocidade
O equipamento tem três partes: um sensor, que mede a velocidade do veículo que se aproxima; um processador, que converte a leitura em km/h; e o display de LED, que mostra o número a tempo de o motorista reagir. O sensor mais comum em equipamento educativo é o radar Doppler, que dispensa cortar o asfalto. Na fiscalização, também se usam laços indutivos enterrados no pavimento.
O display é o que faz a lombada funcionar. Antes de qualquer multa, ele informa ao motorista a velocidade em que ele está, e a maioria dos motoristas freia ao ver um número acima do limite. É por isso que a própria norma federal chama o equipamento de redutor, e não de radar.
A que multa e a que só avisa
A regra está na Resolução CONTRAN nº 798/2020. Ela divide os medidores fixos em controlador e redutor, e define o redutor como o medidor obrigatoriamente dotado de display, destinado à redução pontual de velocidade em trechos críticos. Na prática, "redutor" é o nome oficial da lombada eletrônica que multa.
Para autuar, esse redutor precisa cumprir tudo o que a resolução exige:
- Modelo aprovado pelo Inmetro e aprovado na verificação metrológica;
- Verificação pelo Inmetro no máximo a cada doze meses;
- Estudo técnico anual que comprove a necessidade da redução naquele ponto, por índice de acidentes ou por vulnerabilidade de quem usa a via;
- Placa R-19 fixa indicando o limite antes do equipamento;
- Registro de imagem do veículo, que é o que vira prova da infração;
- Operação pelo órgão com circunscrição sobre a via, que precisa publicar em seu site a lista dos medidores em uso.
A lombada educativa não tem câmera e não autua ninguém. Como não gera penalidade, também não entra nas exigências para autuar: não precisa de estudo técnico, de verificação anual nem de órgão de trânsito. É esse o tipo que a Revlo fabrica.
Tolerância e multa, para quem passou por uma
Se o equipamento era um redutor com câmera, a multa não sai com a velocidade medida. A Resolução 798 manda descontar o erro máximo do instrumento. Na prática, são 7 km/h de desconto para velocidades medidas até 107 km/h e 7% acima disso, e só sobre essa "velocidade considerada" se aplica a penalidade.
Um exemplo: num redutor de 40 km/h, uma leitura de 47 km/h vira 40 km/h considerados e não gera multa. Uma leitura de 50 km/h vira 43 km/h e gera.
A gravidade segue o artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro:
| Velocidade considerada acima do limite | Natureza | Pontos |
|---|---|---|
| Até 20% | Média | 4 |
| De 20% a 50% | Grave | 5 |
| Mais de 50% | Gravíssima, multa multiplicada por 3 e suspensão do direito de dirigir | 7 |
Se a lombada só mostrava o número, sem câmera e sem placa R-19 na aproximação, era educativa, e nenhuma multa vai chegar.
Lombada eletrônica ou quebra-molas
O quebra-molas funciona porque obriga todo mundo a frear, e é daí que vêm seus custos. Ele exige obra no pavimento e interdição durante a execução. Castiga suspensão e pneu de quem passa todo dia, atrasa ambulância e caminhão de bombeiro e, se mal dimensionado, vira causa de acidente. Por isso a instalação em via pública depende de regras próprias do CONTRAN e de autorização do órgão responsável.
A lombada eletrônica educativa troca a barreira física pela informação. Ela não obriga ninguém a frear: mostra o número e deixa a decisão com o motorista. Em via interna, onde quem passa é morador, funcionário ou prestador de serviço, o efeito costuma ser suficiente e dura, porque ninguém quer aparecer acima do limite na frente da portaria.
| Quebra-molas | Lombada eletrônica educativa | |
|---|---|---|
| Obra no pavimento | Sim | Não. Coluna ao lado da via ou reboque |
| Desgaste do veículo | Todo dia, para todos | Nenhum |
| Veículo de emergência | Precisa frear | Passa direto |
| Muda de lugar | Só quebrando e refazendo | Sim, sem obra (modelo em reboque) |
| Obriga a reduzir | Sim | Não. Informa e convence |
Fixa ou móvel
A decisão depende de uma pergunta: o ponto a controlar é sempre o mesmo, ou muda?
- Sempre o mesmo ponto (entrada de condomínio, rua de escola, portaria de fábrica): a lombada eletrônica em coluna é chumbada ao lado da via e fica. É o modelo mais simples e não ocupa espaço de pátio.
- Ponto que muda (obra que avança, desvio provisório, campanha por trechos): a lombada eletrônica móvel vem sobre reboque com quatro pés estabilizadores. Chega rebocada, nivela e começa a medir, sem furar o pavimento.
Nos dois modelos a alimentação é solar, então o ponto escolhido não precisa de rede elétrica, de vala para cabo nem de conta de energia.
Onde a lombada educativa funciona
- Condomínio: via interna e entrada, onde o quebra-molas incomoda o próprio morador.
- Entorno de escola e hospital: fluxo de pedestre em horário previsível.
- Portaria e pátio de fábrica: caminhão e pedestre dividindo o mesmo espaço.
- Mineração e indústria: via interna com equipamento pesado circulando o tempo todo.
- Frente de obra em rodovia: segurar a velocidade no ponto onde a equipe trabalha, junto com a sinalização temporária, o painel de mensagem variável e, em pista simples, o semáforo móvel com cancela.
Em obra na via pública, o equipamento educativo complementa a sinalização exigida pelo órgão responsável e não a substitui. A lombada não dispensa placas, cones nem o projeto de sinalização da obra.
Quando a lombada da Revlo não é a resposta
- Se o objetivo é multar. A lombada da Revlo não autua. Uma prefeitura ou concessionária que precise punir o excesso de velocidade precisa de um redutor homologado, com câmera, verificação do Inmetro e estudo técnico, operado pelo órgão de trânsito.
- Se o trecho tem atropelamento recorrente e motorista que ignora aviso. Em alguns pontos, só uma barreira física resolve, como faixa elevada ou lombada física dentro das regras do CONTRAN. O display funciona com quem aceita ser avisado. Quem não aceita precisa de algo que o obrigue a frear.
- Se a via é pública e o equipamento não foi combinado com o órgão responsável. Instalar qualquer dispositivo em via pública sem autorização cria problema, mesmo que ele não multe. Em condomínio e área privada, a decisão é do dono da área.
Perguntas frequentes
Toda lombada eletrônica multa?
Não. Só multa o redutor com registro de imagem, aprovado e verificado pelo Inmetro e operado pelo órgão de trânsito, com placa R-19 antes dele. A lombada educativa só mostra a velocidade.
Qual a tolerância da lombada eletrônica?
Para a que multa, descontam-se 7 km/h da velocidade medida até 107 km/h e 7% acima disso. A multa é calculada sobre o valor que sobra.
Como saber se a lombada eletrônica multa?
Procure a placa R-19 com o limite antes do equipamento e a câmera junto ao display. O órgão responsável também é obrigado a publicar no próprio site a lista dos medidores em operação.
Condomínio pode instalar lombada eletrônica?
Pode instalar a educativa na via interna, que é área privada. Ela não aplica multa de trânsito, mas pode servir de base para as regras internas do condomínio.
A lombada eletrônica precisa de energia elétrica?
Os modelos da Revlo são solares e não precisam de rede elétrica nem de vala para cabo, tanto na versão em coluna quanto na versão em reboque.
Dá para alugar uma lombada eletrônica?
Sim. A versão móvel é a mais usada em locação, porque acompanha obra e evento e sai sem deixar marca no piso. Consulte a Revlo pelo WhatsApp para prazos e disponibilidade.
Precisa baixar a velocidade sem quebra-molas?
A lombada eletrônica da Revlo mostra ao motorista a velocidade dele em LED, com energia solar. Em coluna fixa para condomínio e pátio, ou em reboque para acompanhar a obra.
